sexta-feira, 11 de março de 2011

SuperANDO


Depois de um tempo a gente aprende a enfeitar as salas vazias e sem pintura que aparecem diante dos nossos olhos. Aprende também a colorir a dor, colocar purpurina nos machucados e seguir em frente. Afinal, que escolha mais sábia poderia haver?

[Léia Mara]

ZE. ZI. NHO


Eu esperei por muito tempo que você voltasse. Eu tentei imaginar que era só mais uma viagem. Você chegaria, me abraçaria, contaria todas aquelas histórias engraçadas outra vez (elas ficavam ainda mais bonitas depois da 12ª vez, acho que pela segurança na sua voz) e eu não sentiria mais saudades. Eu até sonhei várias vezes com a sua chegada. Você trazia a mala, o sorriso sempre largo, os dentes linheiros e tudo o que eu amava em você. Mas era só sonho. A realidade era algo doloroso que eu teria que encarar: dessa vez, você não voltaria. Não adiantava muito tentar congelar a imagem de você e eu na sua bicicleta, dos meus quatro anos e de como você me levou pra o hospital quando caí e cortei a cabeça. O meu chão sumiu, os meus ossos doíam. Parecia que cada parte do meu corpo dependia da sua presença.  Se dói menos hoje? Não sei. Mas tenho a impressão que até a dor  é um pouco caridosa, sabe? Às vezes ela parece adormecer um pouco para deixar que Deus conforte o nosso coração. 

[Léia Mara]

quarta-feira, 9 de março de 2011

...


Tenho a impressão que não afastei algumas pessoas da minha vida. Elas simplesmente decidiram partir, por vontade própria. Depois de um tempo, eu até desejei que elas voltassem. Eu senti falta. Foi aí que aprendi da porção de coisas que não dependem da gente.

[Léia Mara]

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

2006.2

Parece que foi ontem que estávamos entrando na  faculdade,   nos  deparando    com      todos aqueles rostos desconhecidos e os pontos de interrogação. Ao longo da caminhada fomos descobrindo uns aos outros, no lugar das interrogações foram surgindo rostos que se tornaram únicos para nós. Pessoas que aprendemos a respeitar, amar, admirar e com as quais compartilhamos momentos inesquecíveis. Não somos mais os mesmos do início. No decorrer do tempo, muitas coisas em nós mudaram. Chegamos ao término. Mas, temos uma certeza, as amizades que construímos, as pessoas que nos tornamos, o quanto aprendemos e crescemos com o outro, o quanto das outras pessoas ficaram em nós, levaremos para sempre.

[Léia Mara]

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Final feliz

Na semana passada eu te liguei, era seu aniversário, te desejei felicidades e fiquei por alguns minutos ouvindo o som da voz que eu tenho gravado na memória. Pude ouvir as mesmas risadas espontâneas, e sorri; não era sonho. Com tudo isso eu aprendi mais sobre os sentimentos. Eu aprendi que os sentimentos quando são verdadeiros não acabam,  eles mudam, ganham outra forma, podem até diminuir, mas não acabam. O que sentia por você, não acabou. Permanece aqui, na sua ‘nova forma’ e estará pra sempre, eu chamo de: ‘querer bem’.

[Léia Mara]

sábado, 25 de dezembro de 2010

Pequena Ovelha- Uma canção pra você

Eu não consigo encontrar as palavras certas pra falar de você. Elas parecem tão minúsculas diante da imensidão dos sentimentos que te retratam. Talvez eu pudesse pintar. Pintaria corações, borboletas, mais corações, todos coloridos, como você. Mas, ainda teria os sonhos, que de tão grandes não caberiam no papel. O seu sorriso e os sentimentos. Como colocar todos eles no papel? Eu poderia cantar, sabe. Porque eu teria os sons, as pausas e ainda os gestos, que me ajudariam. Cantaria uma letra que falasse de você. Do que você representa pra mim, do tempo que passamos juntas, da sua coragem, de como não é qualquer coisinha que te derruba, de como você sempre vai até o fim e da sua mania de perfeição que eu acabei me acostumando com o tempo.  Eu tentaria colocar na letra da canção como no decorrer do tempo os laços se estreitaram, sem nenhum esforço. Colocaria das vezes que ouvimos os problemas uma da outra. E, quando a solução parecia não chegar, a noite era escura demais, a gente simplesmente ria, esperando o sol brilhar outra vez.  Aliás, foram tantos os risos. Eles estão presentes na minha memória. De maneira especial, os seus risos mais recentes. Eles são mais altos e mais lindos. Tem som de felicidade. Depois de tudo, e das coisas que você não merecia; você é digna de todos eles. Pensado bem, uma canção já existe. É o som do seu riso, a canção que mais combina com você. E, enquanto você sorrir, eu faço questão de ficar de pé para aplaudir as suas conquistas.
Ps.: O post que ficava aqui antes, não combinava com o castelo bonito e sólido que construímos durante todo esse tempo e que colocamos o nome de Amizade.


[Léia Mara]

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Frágil

Sabe moço, tem tantas coisas por trás do sorriso dela, do seu rosto com traços ainda infantis, ou da força que ela finge ter. Aquela menina é quase de vidro, ela sente mais do que as outras pessoas, por isso, moço, eu te peço que tenha muito cuidado quando desejar se aproximar. Tente lhe passar segurança, chegue de mansinho, bem devagar, chegue com um sorriso sincero no rosto, com o coração na mão e sem máscaras. Não minta, não chegue fingindo que veio pra ficar. E não brinque moço, jamais brinque com os sentimentos dela. Se não estiver disposto, desista, não dê mais nenhum só passo, porque é nela que vai doer no final. Essa coisa de coração partido não é legal, moço. Demora um bom tempo pra juntar os pedaços, e nunca fica do mesmo jeito, ficam lá registradas, as cicatrizes.

[Léia Mara]