quinta-feira, 21 de abril de 2011

Por você

Por você, eu sorriria outras vezes, mesmo tendo vontade de chorar de tanta dor, só pra não te ver chorar. Eu oraria mil vezes mais. Eu te abraçaria infinitas vezes, pra você ter certeza que eu estava do seu lado. Eu leria livros e mais livros pra você. Eu passaria mais noites acordadas, segurando a sua mão e esperando você dormir. Eu te daria outros cartões de natal. Eu contaria mais histórias engraçadas. Eu tomaria mais banhos numa piscina de criança com você, porque isso te deixaria feliz. Eu diria incontáveis vezes que tudo iria passar. Por você, eu faria tudo de novo, faria mil vezes mais e, ainda assim, não seria suficiente para pagar o que você fez por mim.

[Léia Mara]

sexta-feira, 11 de março de 2011

SuperANDO


Depois de um tempo a gente aprende a enfeitar as salas vazias e sem pintura que aparecem diante dos nossos olhos. Aprende também a colorir a dor, colocar purpurina nos machucados e seguir em frente. Afinal, que escolha mais sábia poderia haver?

[Léia Mara]

ZE. ZI. NHO


Eu esperei por muito tempo que você voltasse. Eu tentei imaginar que era só mais uma viagem. Você chegaria, me abraçaria, contaria todas aquelas histórias engraçadas outra vez (elas ficavam ainda mais bonitas depois da 12ª vez, acho que pela segurança na sua voz) e eu não sentiria mais saudades. Eu até sonhei várias vezes com a sua chegada. Você trazia a mala, o sorriso sempre largo, os dentes linheiros e tudo o que eu amava em você. Mas era só sonho. A realidade era algo doloroso que eu teria que encarar: dessa vez, você não voltaria. Não adiantava muito tentar congelar a imagem de você e eu na sua bicicleta, dos meus quatro anos e de como você me levou pra o hospital quando caí e cortei a cabeça. O meu chão sumiu, os meus ossos doíam. Parecia que cada parte do meu corpo dependia da sua presença.  Se dói menos hoje? Não sei. Mas tenho a impressão que até a dor  é um pouco caridosa, sabe? Às vezes ela parece adormecer um pouco para deixar que Deus conforte o nosso coração. 

[Léia Mara]

quarta-feira, 9 de março de 2011

...


Tenho a impressão que não afastei algumas pessoas da minha vida. Elas simplesmente decidiram partir, por vontade própria. Depois de um tempo, eu até desejei que elas voltassem. Eu senti falta. Foi aí que aprendi da porção de coisas que não dependem da gente.

[Léia Mara]

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

2006.2

Parece que foi ontem que estávamos entrando na  faculdade,   nos  deparando    com      todos aqueles rostos desconhecidos e os pontos de interrogação. Ao longo da caminhada fomos descobrindo uns aos outros, no lugar das interrogações foram surgindo rostos que se tornaram únicos para nós. Pessoas que aprendemos a respeitar, amar, admirar e com as quais compartilhamos momentos inesquecíveis. Não somos mais os mesmos do início. No decorrer do tempo, muitas coisas em nós mudaram. Chegamos ao término. Mas, temos uma certeza, as amizades que construímos, as pessoas que nos tornamos, o quanto aprendemos e crescemos com o outro, o quanto das outras pessoas ficaram em nós, levaremos para sempre.

[Léia Mara]

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Final feliz

Na semana passada eu te liguei, era seu aniversário, te desejei felicidades e fiquei por alguns minutos ouvindo o som da voz que eu tenho gravado na memória. Pude ouvir as mesmas risadas espontâneas, e sorri; não era sonho. Com tudo isso eu aprendi mais sobre os sentimentos. Eu aprendi que os sentimentos quando são verdadeiros não acabam,  eles mudam, ganham outra forma, podem até diminuir, mas não acabam. O que sentia por você, não acabou. Permanece aqui, na sua ‘nova forma’ e estará pra sempre, eu chamo de: ‘querer bem’.

[Léia Mara]